No começo achei ela bem diferente de tudo que eu já tinha visto, meio estranha, mas aparentemente igual as outras. No começo achei ela krasiyv, mas muito diferente de mim. No começo ela era fria e distante. No começo eu sentia muito frio, um frio tangível e inigualável. No começo ela me acolheu abaixo de zero. No começo ela me achou um idiota.
Em Lozh nem se pensava em frio e eu tinha vivido em Lozh até então minha vida toda. O calor de Lozh não fazia parte da minha vida, muito menos o frio. Eu não sentia calor e não sabia o que era frio pravda. O calor que eu conhecia de Lozh era o familiar, o maternal, o humano, que assim como o do sol, me aquecia e eu não dava valor. Nasci sob aquele calor e aquele calor me marcou de uma maneira que fazia parte de mim. Ou eu fazia parte dele.
Em Lozh nem se pensava em frio e eu tinha vivido em Lozh até então minha vida toda. O calor de Lozh não fazia parte da minha vida, muito menos o frio. Eu não sentia calor e não sabia o que era frio pravda. O calor que eu conhecia de Lozh era o familiar, o maternal, o humano, que assim como o do sol, me aquecia e eu não dava valor. Nasci sob aquele calor e aquele calor me marcou de uma maneira que fazia parte de mim. Ou eu fazia parte dele.
Yuna era diferente, Yuna era fria. Eu tentei me aproximar de Yuna e sempre era repelido. Em Yuna faltava calor. Não sabia como reagir com Yuna, não sabia prever nem me preparar para nada. Em Yuna sempre era pego de surpresa. Um sorriso e logo depois o gelo habitual. Um céu ensolarado seguido de um ar gelado e o vento cortante uivando nas minhas orelhas. Yuna me confundia, me confundia com suas ruas retas e suas ploshchad dispostas de uma maneira quase idêntica. Me confundia com sua variação diária de cortesia e distanciamento. Me confundia com seu lindo sorriso e sua fala ácida. Eu me sentia só. Eu queria ir embora de Yuna, mas não parava de pensar em Yuna. Em Yuna eu sentia falta de tudo que fazia parte de mim, meu otets, minha mat, meu brat e minhas mechi. Mas Yuna me fazia esquecer essa falta. Me acostumei ao frio dela ao mesmo tempo que descobri que o frio dela era só uma máscara, escondendo o calor de mil soints. Ela era quente e me mostrou que eu tinha ficado frio. Yuna me mostrou que o frio existe pra precisarmos do calor. Eu não me importava com o frio em Lozh, pois só havia o calor, mas eu também não me importava com o calor que era sempre presente. Nem com a saudade e a solidão. O frio dela me fez precisar do calor dela. E o calor dela me fez ver o calor dela. O calor pravda. Que nos conforta e vicia.
Yuna entrou na minha vida e trouxe Yuna junto com ela. Agora não consigo viver sem o frio de ambas.
fabuloso e emocionante!tua maneira de escrever prende o leitor à narrativa e pra mim ,isso é escrever bem!Parabéns tchê!
ResponderExcluirsi a vos te gusta pelear en artes marciales, con las letras las cosas te salen muy a gusto, y quisás con ellas no precises pelear, quedanse enamoradas de vós.
ResponderExcluirsimplesmente perfeito. já elogiei bastante pra ti e fiquei feliz demais ao ler. um beijo gigante meu amor, parabéns.
ResponderExcluir